Gestão quantitativa: Por que a diversificação é necessária para enfrentar a crise?

27/07/2020

Estratégia de gestão quantitativa para enfrentar a crise é baseada em algoritmos desenvolvidos por meio de um processo de pesquisa.

Em um momento de crise, como o que estamos vivendo neste ano, a diversificação dos investimentos é peça chave para garantir segurança e ganhos no longo prazo.

Mas apenas acrescentar ativos a um portfólio de investimentos pode não ser o suficiente para garantir isso, se os retornos que compõem a carteira andarem juntos.

O máximo benefício da diversificação só é atingido ao serem combinados ativos com baixa ou nenhuma correlação entre si.

Neste contexto, a abordagem quantitativa na gestão de fundos de investimento é uma metodologia que pode oferecer ótimas opções para a efetiva diversificação do portfólio e, com isso, possivelmente amenizar para o investidor os efeitos da crise.

Gestão quantitativa

A gestão quantitativa é aquela que não é baseada em intuições ou interpretações do mercado, mas em algoritmos desenvolvidos através de um extenso processo de pesquisa, fundamentada em evidências estatísticas.

Embora ainda pouco praticado no Brasil, globalmente o método é tão popular quanto o tradicional — 9 dos 11 maiores hedge fund managers do mundo utilizam técnicas sistemáticas na gestão seus ativos.

Gestores da Kadima Asset Management, especialista em gestão quantitativa, explicam que a diversificação da carteira de investimentos só é capaz de proporcionar uma proteção eficiente se os ativos forem descorrelacionados. Ou seja, os retornos dos ativos podem ser maiores ou menores, positivos ou negativos, em momentos distintos entre si no tempo.

Consequentemente, quanto mais descorrelacionados os ativos de uma carteira, mais diversificada ela será.

Um estudo feito no ano passado pela gestora com base no desempenho dos cinco fundos multimercado que mais captaram em 2017 e 2018 e no Kadima High Vol FIM mostrou que uma alocação combinada de recursos nos fundos tradicionais e no fundo da Kadima foi capaz de proporcionar retornos positivos tanto nos meses de menor, quanto nos de maior volatilidade do mercado.

Em contrapartida, um portfólio com ativos alocados somente nos fundos tradicionais teve um retorno ligeiramente maior nos meses mais estáveis, mas um desempenho negativo nos mais voláteis.

Médio a longo prazo

A gestão quantitativa exige paciência, mas é capaz de melhorar a performance da carteira e deixá-la mais estável ao longo do tempo, sendo uma abordagem adequada para investimentos a longo prazo.

Isso fica evidente quando se observa análise feita pela Kadima que mostra que, de maio de 2007 a março de 2019, o Ibovespa teve retorno de 87,4%. No entanto, apenas em 2,8% deste período o índice esteve em suas máximas históricas.

O mesmo pode ser observado em relação ao Kadima FIC FIM, fundo mais antigo da gestora, que desde seu início rendeu 331,2%, contra 222,4% do CDI, mas em apenas 5,6% dos dias esteve em sua máxima histórica.

Ou seja, o investidor passou a maior parte do tempo abaixo da chamada linha d’água (termo usado para definir o maior valor histórico de um investimento até o momento), mas garantiu grandes retornos no longo prazo.

Em outra análise, a gestora mostrou que um investimento com índice de Sharpe (que avalia a relação retorno/risco) de 1.0 tem 90% de chances de alcançar ganhos superiores ao benchmark num prazo maior ou igual a 5 anos.

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Fonte: Contábeis Ananda Santos – original: Infomoney