Você sabia que 19 de novembro comemora-se o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino? Este dia foi escolhido pela ONU para promover a causa do Empreendedorismo Feminino e valorizar as mulheres empreendedoras.

O tema está na agenda do dia. No Brasil são mais de 24 milhões de mulheres donas de negócios e este número só vem crescendo. No entanto, as oportunidades ainda não são as mesmas. E está aí a razão do empreendedorismo feminino precisar de incentivos e apoio. Quer alguns exemplos?

Apesar de ser metade das empreendedoras, as mulheres empreendem mais por necessidade: 44% frente a 32% dos homens;
Ganham 22% menos que os homens, mesmo tendo 16% mais escolaridade;
São maioria nos setores de alimentos, vestuário e beleza, deixando áreas mais inovadoras, como tecnologia da informação, para os homens;
Mesmo com índices de inadimplência mais baixos, as empreendedoras recebem empréstimos com juros cerca de 3,5% mais altos do que os homens;
Elas dedicam 18% menos horas ao negócio do que os homens, porque precisam cuidar dos filhos e das tarefas domésticas;
As mulheres são “chefe da casa” em 45% dos lares;

(Com pesquisas da ONU, RME, Sebrae, Banco Mundial e IBGE)

Por outro lado, os estudos mostram que os negócios liderados por mulheres trazem impactos positivos para a sociedade como maior distribuição econômica e social. Isso porque o sucesso da empreendedora é “mais horizontal”, ou seja, ele atinge com mais abrangência a comunidade onde está inserida.

Segundo a ONU, a mulher é uma multiplicadora biológica, pois 90% da renda que gera vai para a sua família e, se há sobra, quem ganha é a comunidade. Entre os homens essa porcentagem é de 30 a 40%.

Ou seja, esses números evidenciam que ainda temos muito para caminhar no que diz respeito à equidade de gênero no universo empreendedor. Só quem é mulher, empreendedora, mãe, dona de casa, amiga, sócia, filha, esposa sabe a dificuldade que é equilibrar todas estas funções e ainda ter que enfrentar os obstáculos de um mundo patriarcal que privilegia o trabalho masculino e precariza a luta das mulheres.

É por isso que o Brasil e o mundo precisa do dia do empreendedorismo feminino. E nosso dever é apoiá-las, comprar seus produtos e serviços, dar canais de acesso e networking para fortalecer cada vez mais esse movimento.

*Alice Salvo Sosnowski, fundadora da consultoria O Pulo do Gato Empreendedor é jornalista, autora do livro Empreendedorismo para Leigos, professora de empreendedorismo e mentora de empreendedores e startups com mais de 12 anos de atuação. Saiba mais em: http://www.opulodogatoempreendedor.com.br

Há várias razões:

As mulheres têm uma participação menor no mercado de trabalho;
Globalmente, as mulheres recebem menos do que os homens;
As mulheres são mais propensas a trabalhar num emprego informal do que os homens;
Mais mulheres do que homens trabalham em empregos vulneráveis de baixa remuneração ou subvalorizados;
79 economias têm leis que restringem os tipos de trabalhos que as mulheres podem fazer;
Em 15 muitas economias, os maridos podem impedir suas esposas de aceitar empregos;
Por trabalharem mais, as mulheres têm menos tempo para a educação, lazer, participação política e autocuidado;
Quando mais mulheres trabalham, as economias crescem;
As empresas se beneficiam muito ao permitirem que mulheres liderem os negócios.

Fonte: Rede Mulher Empreendedora 2019 – por Alice Salvo Sosnowski, fundadora O Pulo do Gato Empreendedor*